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| COPPE desenvolve primeiro ônibus brasileiro movido a hidrogênio |
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O projeto da COPPE que prevê a construção do primeiro ônibus híbrido brasileiro movido a hidrogênio sai do papel e se torna realidade. Foram assinados, no dia 16 de dezembro, os protocolos que viabilizarão a construção do primeiro protótipo do veículo. A cerimônia, realizada no auditório da COPPE, contou com a presença dos representantes das empresas parceiras do projeto: Fernando Baratelli Júnior, gerente de Gás e Energia da Petrobras; João Alves Figueiredo, gerente comercial regional da Caio-Induscar (empresa fabricante de carroceria); Maria Beatriz Setti, presidente da Eletra (empresa fabricante de ônibus) e Mauríco Cantão, coordenador de pesquisa em hidrogênio da Lactec (Instituto de Tecnologia do Paraná).
O projeto, no valor de R$ 3 milhões, conta com financiamento da FINEP, e é coordenado pelo professor da COPPE, Paulo Emilio Valadão de Miranda, chefe do Laboratório de Hidrogênio. O ônibus foi projetado para uma autonomia de 300 km utilizando somente a energia proveniente de pilha a combustível alimentada a hidrogênio e de baterias. “A pilha à combustível é um dispositivo utilizado por estações espaciais e foguetes para gerar energia. A água que deriva da reação eletroquímica é tão pura que serve para o consumo dos astronautas”, explica o coordenador do projeto.
Durante a cerimônia, o gerente de Gás e Energia da Petrobras, Fernando Baratelli Júnior, destacou que a Petrobras, maior produtora de hidrogênio do Brasil, vem enfatizando sua atuação como uma empresa de energia e que esta parceria com a COPPE contribuirá no alcance deste objetivo. José Gildo Vendramini, gerente comercial nacional da Caio-Induscar, disse que esse contrato é um grande desafio para eles, mas que se trata de um projeto que já deu certo. Antonio Vicente Silva, diretor técnico da Eletra, também se mostrou entusiasmado com a oportunidade de participar da construção do primeiro veículo híbrido a hidrogênio do País, revelando ser esse um antigo desejo da empresa e que agora encontrou a oportunidade de torná-lo realidade.
Com 12m de comprimento – tamanho de um ônibus convencional – o veículo poderá transportar 109 passageiros, sendo 37 pessoas sentadas. Ele circulará inicialmente na Ilha do Fundão e até o final de 2006 estará trafegando por uma rota convencional da cidade. O trajeto está sendo estudado por uma equipe do Programa de Engenharia de Transportes da COPPE, que também será responsável pelo acompanhamento de desempenho do veículo. A Petrobras vai construir um posto de abastecimento de hidrogênio, localizado no CENPES (Centro de Pesquisa da Petrobras), na Ilha do Fundão. O hidrogênio será produzido no próprio posto a partir do gás natural.
Segundo Paulo Emílio, esse projeto é resultado de avanços tecnológicos recentes que respondem a anseios de uma sociedade sustentável. “Trata-se de um veículo do futuro. Ele abre caminho para a anunciada Economia do Hidrogênio. Não é poluente, emite pouco ruído e tem como único resíduo a emissão de vapor d’água”, afirma o professor.

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Corredor Diferenciado LABCAD-EBA/UFRJ |
O inédito projeto do protótipo nacional possui vantagens energéticas e ambientais. Ele destaca-se pelo arrojo na engenharia desenvolvida pela equipe do Laboratório de Hidrogênio da COPPE para o sistema de motorização, o que liberou espaços no interior do veículo e permitiu a um profissional de design, da Escola de Belas Artes da UFRJ, a concepção com base em design ergonômico. A equipe projetou um chassi próprio para ônibus, de piso baixo, que permite acesso fácil ao veículo. Ele foi concebido para propiciar maior conforto ao usuário, incluindo uma via especial de acesso a portadores de deficiência física, com um espaço destinado a abrigar cadeiras de roda alinhada aos demais assentos.
Com esse projeto, o Brasil passa a integrar o grupo de países desenvolvidos que vêm trabalhando em projetos experimentais na América do Norte, Europa e Japão, onde já foram construídos 10 modelos de protótipos de ônibus movido a hidrogênio, totalizando 80 veículos. Segundo Paulo Emílio, o fato de conceber um projeto de engenharia especificamente para a construção desse protótipo, resultou em inúmeras vantagens. Uma delas é que o custo de construção do protótipo do ônibus híbrido brasileiro é cerca de 50% menor que o valor de venda do similar europeu. “Para fazer isso, contamos com o apoio dos parceiros que, como nós, acreditam no potencial futuro dessa fonte”, conclui o coordenador do projeto.
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| [15/12/2004] |
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